Debate

Sala de Debates

Escritório do Senador Jarbas Vasconcelos no Recife

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

Regras do Debate

www.centrodebate.org

O Centro Debate é hoje o escritório político do Senador Jarbas Vasconcelos no Recife. Ao longo dos seus 24 anos de existência, abrigou o embate democrático de idéias e proposições políticas da militância do PMDB e de partidos aliados. Foi uma casa aberta ao debate, com destaque para a construção de programas de governo em memoráveis campanhas eleitorais desse período.

Honrando essa tradição, a equipe que coordena o escritório lança agora uma iniciativa diferente, adequada aos tempos atuais: uma Sala de Debates na internet, permanentemente aberta a todos, sem distinção partidária, que queiram discutir temas relevantes para Pernambuco e para o Brasil. Não se trata, portanto, da discussão com fins eleitorais, mas será claramente uma fonte de consulta para o posicionamento do Senador Jarbas Vasconcelos.

Este projeto se inspira nos debates on-line da revista inglesa The Economist. A revista, por sua vez, se baseou na tradição secular de Oxford, que tornou famosos os debates em que uma proposição é defendida por um debatedor e atacada por outro, mediados por um moderador. Na versão on-line, cada debatedor tem três chances de persuadir os leitores (que podem comentar e votar): na abertura, na fase de réplica e no encerramento.

Neste caso do Centro Debate, as regras são as seguintes:

  • são quatro as fases, que devem durar poucos dias: abertura, réplica e tréplica, com uma fase final de conclusão em que o mediador faz um resumo do debate depois de concluída a votação;
  • a civilidade deve predominar, evidentemente, e o moderador NÃO publicará comentário sem aderência ao tema ou que tenha termos ofensivos;
  • os comentários serão dirigidos ao moderador, Cláudio Marinho, coordenador do escritório e responsável pela administração da Sala de Debates, que deverá publicá-los, se pertinentes, no prazo máximo de 8 horas;
  • as pessoas podem participar do debate com uma simples inscrição de usuário e senha;
  • os participantes podem comentar e votar, somente comentar ou apenas votar;
  • e podem mudar o voto (uma vez a cada dia) na medida em que se convençam com os argumentos pró ou contra a proposição inicial;
  • eventualmente, além dos debatedores especialmente convidados para cada tema ("no ataque", "na defesa"), o coordenador poderá convidar outros moderadores e pessoas que tenham ponderações importantes para enriquecer os debates;
  • sugestões de temas para o debate serão muito bem recebidas e podem ser feitas diretamente ao coordenador (cmarinho@centrodebate.org).

Portanto, caro leitor e eventual participante dos debates, seja bem-vindo! Nós do Centro Debate temos posição, sim, sobre questões relevantes para Pernambuco e para o Brasil, mas queremos discuti-las abertamente. Se seus argumentos forem bons e nos convencerem, não teremos problema nenhum em mudar de posição.

Afinal, que tem idéia fixa é doido.

Entendi, pode fechar

Financiamento de campanhas políticas

O financiamento público de campanhas só combate a corrupção se forem proibidas as doações de empresas.

16Abr
2009
20Abr
2009
Abertura
         
         
21Abr
2009
23Abr
2009
Réplica
     
     
24Abr
2009
25Abr
2009
Tréplica
   
   
26Abr
2009
Conclusão
 
 

Considerações do moderador

Cláudio Marinho

Coordenador do Centro Debate

Chegamos ao fim da primeira discussão da nossa Sala de Debates on-line. No papel de mediador, o que me cabe agora é agradecer aos dois debatedores. Eles foram o que melhor poderíamos ter para o debate de abertura da Sala: firmes nas suas posições mas atentos para o que outro dizia, procurando rebater, na réplica e na tréplica, com novos argumentos; prestaram atenção e dialogaram com os comentaristas; se preocuparam com os prazos; estabeleceram entre eles uma relação combativa mas respeitosa (inclusive quando a ironia entrou em cena, prova de que se esforçaram para ganhar a parada). É assim que deve ser.

Quanto aos comentaristas: sem dúvida, uma grata surpresa para todos nós do Centro Debate, que tínhamos receio de acontecer o que é muito comum em comentários de blogs -- as tais guerras (flames) de acusações e bate-bocas. Ativos, respeitosos (não houve nenhum caso de transgressão das regras do debate -- e foram ao ar mais de 100 comentários!), contributivos, preocupados como a consistência dos seus argumentos (muitos retornaram aos comentários depois de alimentados por alguma idéia nova), sinceramente movidos por pelo alto interesse de mudar as coisas para o bem do país. A todos os nosso agradecimentos, certos de que vão estar sempre conosco. Já somos um time bom e diversificado de mais 160 inscritos aptos para votar e comentar -- um exército da cidadania que só vai tender a crescer.

O resultado da votação

Foi uma votação muito interessante. Já tínhamos uma boa expectativa ao olhar os resultados no site da revista Economist, que nos inspirou na inciativa, mas aqui achamos que a entrega foi melhor do que a encomenda. E também não poderia ter sido mais disputado: nos últimos 4 dias o resultado foi praticamente um empate! Isso demonstra a seriedade com que os participantes entraram na discussão, pesando criteriosamente os argumentos para tomar a decisão do voto. O resultado apertado só confirma que a questão ainda precisa ser muito mais discutida. E isso é muito bom porque, segundo o próprio deputado Raul, agora vai começar pra valer o debate sobre o tema no Congresso. E todos nós podemos ficar orgulhosos da nossa contribuição.

Os comentários

Além do que os próprios debatedores, nas diversas fases, incorporaram dos comentários, é importante destacar alguns grandes temas que surgiram e merecem uma consideração posterior por todos os interessados em encaminhar uma solução razoável para o problema tratado. É preciso chamar atenção, por exemplo, para a referência recorrente, por parte de muitos dos comentaristas, à necessidade de se tratar mesmo da reforma política mais ampla, como forma mais eficaz de combater o problema da corrupção envolvendo dinheiro para campanha política. Outros se referiram à degradação moral mesmo da política brasileira, o que os leva a admitir que não haveria solução institucional possível. Pior: outros colocaram esta questão como se o povo brasileiro merecesse mesmo ter os políticos que tem.

Aliás, nós, do Centro Debate, já tínhamos a convicção de que este tema do financiamento só avança no contexto de uma reforma mais abrangente do sistema político-eleitoral. Apenas precisávamos começar por algum lugar, daí a decisão da questão do financiamento.

É de se registrar ainda que, talvez em consequencia do sentimento de repulsa à conduta dos nossos políticos, foi muito comum encontrar nos comentários uma grande veêmencia no combate ao uso de recursos públicos para financiar campanhas. Repulsa que, no entanto, não foi capaz de levar a uma maioria significativa a posição contrária ao financiamento com proibição de doações de empresas.

Foi muito bom o debate. Palmas pra vocês e vamos nos preparar para o próximo. Estamos com a "mesa" de debatedores quase pronta. Fiquem ligados.

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Comentários

aildobsi diz:

Já sabemos de antemão o que pretendem os cidadão que se candidatam a cargos eletivos - Futuro financeiro garantido. Portanto, um investimento dessa natureza e com essa intenção, não há o porque da participação de qualquer contribuinte, seja ele pessoa física ou jurídica.

6/5/2009, 16h8

Cesar Mori diz:

O financiamento de campanhas políticas deve ser patrocinado pela comunidade, empresas e quem desejar faze-lo! O governo é aquele eleito pelo povo para lhe prover benefícios, administrar bens comuns, leis, tributos dignos, mas não foi feito para coibir o povo de participar de algo que cabe a ele decidir! A corrupção está diretamente ligada ao centralismo do Poder! Usado ai para manipular resultados, e intimidar oponentes. Alguém ai que seja inteligente, ainda duvida disso? Qualquer coisa contrária neste sentido é mentira, é falsidade, é apenas instrumento para perpetuarem-se os maus no poder... Lembro aqui as palavras de Rui Barbosa... Que já naquela época previa o agigantamento do poder nas mãos dos maus!

4/5/2009, 23h27

Cesar Mori diz:

Realmente as palavras do amigo abaixo são esclarecedoras! Então vivemos um País "democrático" Mas onde o só o Governo usa a máquina para de uma certa forma barganhar com seus oponentes e até em certos casos intimida-los... Realmente O povo brasileiro está sendo enganado à pelo menos uns trinta anos com a formação de uma falsa esquerda que gritou: diretas já! Mas surpreendentemente é a representação do comunismo no Brasil. Alguém já parou pra pensar nisso? Acordem!!!! A centralização do poder no Brasil não é apenas burrice de quem não enxerga.. Ela foi planejada, inteligentemente e de ordem gramisciniana! Um verdadeiro lobo disfarçado de ovelha... Mas como nesta terra tupiniquim em se plantando tudo dá... Já dizia Caminha... Plantaram na mente do brasileiro que ser de esquerda embora ninguém saiba o que é! E ser Socialista e é a melhor coisa do mundo! Esquecendo-se neste momento macabro, dos 30 milhões de vidas sacrificadas pelos comunistas no mundo! Ahhh!!!Desculpe-me quero dizer: Socialistas!

4/5/2009, 23h18

André Canguçú diz:

Sinto ter chegado tarde a este debate mas, de qq forma, quero deixar meu comentário. Acho que a questão do financiamento público das campanhas politícas tem origem, no que me parece ser, a mentalidade brasileira em que o Estado é o responsável por ser o grande provedor das nossas necessidades e solução de nossos problemas. Se colocarmos no Estado mais esta responsabilidade teremos mais uma situação em que o dinheiro público estará sujeito a desvios e má versão de seus recursos. Um candidato só pode ser candidato atraves de um partido político. O partido, por sua vez, é a agremiação que congrega as pessoas que, teoricamente, têm posições políticas próximas/semelhantes. Cabe ao grupo a iniciativa de difundir e tornar tb. para outros, opção para estas suas idéias políticas. A questão específica de como financiar isto não pode ser uma responsabilidade do Estado pois, se assim o fosse, o que o diferência as "idéias políticas" de um partido de outras idéias que outros grupos, tb organizados, possam ter e quisessem difundilas, encontrar adeptos para, de alguma forma, fazer esta idéia vingar na sociedade. Na minha opnião, nenhuma. Assim, teríamos um infindável processo de se ir ao Estado buscar condições financeiras por difundir estas idéias. Como exemplo do que estou tentando explicar, o caso do "Movimento dos Sem Terra" é exatamente isto. Não é um partido político mas tem recebido todo apoio do governo (financeiro, logistico, etc.) p/ difundir e ganhar adptos e simpatisantes a sua causa. O que os faz diferente de outros grupos p/ receber este apoio? Sou radicalmente contra "pindurar" no Estado mais esta responsabilidade, pois ele já tem muitas e não da conta nem mesmo minimamente delas. Aprendamos, como sociedade, se queremos fazer algo, que façamos por "nossa conta e risco". Deixemos este jeito/espírito/custume caipira de sermos chorões e a tudo ir ao Estado para resolver o meu/nosso problema. André Paes Leme Canguçú

28/4/2009, 15h2

Antonio Gomes Lacerda diz:

Não acreditava que a defesa do financiamento de campanhas politicas saisse vencedora. Grande foi a minha surpresa, no entanto, aprendi que muita gente há, de boa indole, que acredita na maioria dos políticos. Infelizmente ou felizmente, não sei, não me incluo entre estes. Antonio Gomes Lacerda

28/4/2009, 14h28

reevolucionario diz:

PROCLAMAÇÃO DA DEMOCRACIA FEDERATIVA BRASILEIRA!!! DEMOCRACIA DIRETA!!! GESTÃO DO PROLETARIADO!!!

28/4/2009, 13h48

Marcel Camargo diz:

Muito proveitoso esse debate. Saiu na VEJA (de ontem, dia 26-04) uma reportagem sobre propostas de reformas político-eleitorais. Todas elas muito válidas. Não sei se existe ligação direta entre este debate e a matéria da revista, mas acredito que aqui a validade é muito maior, pois a VEJA, claramente, possui seus interesses econômicos pré estabelelcidos, enquanto que aqui, esperamos que seja pelo bem da coletividade. Espero que o próximo debate também seja se um assunto relevante. Nossa Constituição é humilde, simples e boa. Muito boa por sinal, principalmente, em relação ao período ditatorial em que vivíamos. Mas ela não é moderna: ela não se enquadra mas demandas globais atualmente enfrentadas. Precisamos de investimentos em educação, celeridade processual, punição ao colarinho branco; professores e médicos tem que, obrigatoriamente, ganhar bons salários, a política não pode interferir na gestão executiva e judiciária e o sufrágio não pode ser obrigatório. Nossos políticos precisam entender que respeitar o povo é um bom negócio. E o povo precisa entender que sua participação faz toda a diferença. Os políticos no Brasil não tem metas, não fazem planos, não possuem uma administração/gestão realmente eficiente e produtiva. Com isso, ninguém se interessa em acompanhá-los e ficalizá-los. Onde estão as propostas? Onde estão os resultados? Onde está o mérito e o consequente reconhecimento? Dá a impressão que eles consideram o dinheiro público como um direito real e soberano, mas de onde eles tiraram tanta prepotência e arrogância? A reforma política-eleitoral é necessária, mas uma mudança de mentalidade também. Fala-se em legalizar as drogas mas crianças morrem de diarréia; fala-se em punições a bandidinhos de favelas mas banqueiros corruptos e falsos políticos continuam a negociar formas de desviar o erário. Os políticos precisam ailiar a dignidade com o patriotismo e entender que a democracia não foi feita para eles ficarem ricos: precisam trabalhar pelo povo e não por suas famílias. Aliás, quem sabe o próximo debate não seja sobre formas e métodos de como acabar com o coronelismo e clientelismo deste país... Obrigado

27/4/2009, 10h8

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