Regras do Debate
O Centro Debate é hoje o escritório político do Senador Jarbas Vasconcelos no Recife. Ao longo dos seus 24 anos de existência, abrigou o embate democrático de idéias e proposições políticas da militância do PMDB e de partidos aliados. Foi uma casa aberta ao debate, com destaque para a construção de programas de governo em memoráveis campanhas eleitorais desse período.
Honrando essa tradição, a equipe que coordena o escritório lança agora uma iniciativa diferente, adequada aos tempos atuais: uma Sala de Debates na internet, permanentemente aberta a todos, sem distinção partidária, que queiram discutir temas relevantes para Pernambuco e para o Brasil. Não se trata, portanto, da discussão com fins eleitorais, mas será claramente uma fonte de consulta para o posicionamento do Senador Jarbas Vasconcelos.
Este projeto se inspira nos debates on-line da revista inglesa The Economist. A revista, por sua vez, se baseou na tradição secular de Oxford, que tornou famosos os debates em que uma proposição é defendida por um debatedor e atacada por outro, mediados por um moderador. Na versão on-line, cada debatedor tem três chances de persuadir os leitores (que podem comentar e votar): na abertura, na fase de réplica e no encerramento.
Neste caso do Centro Debate, as regras são as seguintes:
- são quatro as fases, que devem durar poucos dias: abertura, réplica e tréplica, com uma fase final de conclusão em que o mediador faz um resumo do debate depois de concluída a votação;
- a civilidade deve predominar, evidentemente, e o moderador NÃO publicará comentário sem aderência ao tema ou que tenha termos ofensivos;
- os comentários serão dirigidos ao moderador, Cláudio Marinho, coordenador do escritório e responsável pela administração da Sala de Debates, que deverá publicá-los, se pertinentes, no prazo máximo de 8 horas;
- as pessoas podem participar do debate com uma simples inscrição de usuário e senha;
- os participantes podem comentar e votar, somente comentar ou apenas votar;
- e podem mudar o voto (uma vez a cada dia) na medida em que se convençam com os argumentos pró ou contra a proposição inicial;
- eventualmente, além dos debatedores especialmente convidados para cada tema ("no ataque", "na defesa"), o coordenador poderá convidar outros moderadores e pessoas que tenham ponderações importantes para enriquecer os debates;
- sugestões de temas para o debate serão muito bem recebidas e podem ser feitas diretamente ao coordenador (cmarinho@centrodebate.org).
Portanto, caro leitor e eventual participante dos debates, seja bem-vindo! Nós do Centro Debate temos posição, sim, sobre questões relevantes para Pernambuco e para o Brasil, mas queremos discuti-las abertamente. Se seus argumentos forem bons e nos convencerem, não teremos problema nenhum em mudar de posição.
Afinal, que tem idéia fixa é doido.
|
|
O pré-salPara o Brasil, não é conveniente mudar o marco legal do petróleo, que nasceu de amplo consenso técnico e político em 1997. |
|---|
|
2Set
2009
7Set
Abertura
2009 |
|||||
|---|---|---|---|---|---|
|
8Set
2009
11Set
Réplica
2009 |
|||
|---|---|---|---|
|
12Set
2009
13Set
Tréplica
2009 |
|
|---|---|
|
14Set
Conclusão
2009 |
|---|
Considerações do moderador
Cláudio Marinho
Coordenador do Centro Debate
Estamos de volta, mais uma vez inovando no formato dos nossos debates on-line. Agora vamos fazer o seguinte: para ganhar tempo e aproveitar o timing dos assuntos mais quentes (para informação dos nossos bravos comentaristas: a dificuldade maior é sempre a de convidar e convencer os debatedores...), estamos captando as posições públicas do governo e dos partidos de oposição sobre temas relevantes para o futuro do país, organizando aqui o debate em torno delas.
Não poderia haver uma melhor oportunidade para testar o novo formato do que a representada pelo caloroso debate que se inicia sobre o pré-sal. Tema da maior relevância, que diz respeito ao futuro de todos os brasileiros e que traz embutida a própria discussão da sustentabilidade do desenvolvimento, que acabamos de tratar aqui com a candidatura da senadora Marina.
Da mesma forma que no debate anterior, quando for chegando a hora da réplica ou da tréplica, eu mesmo vou sintetizar as posições mais interessantes de vocês (ônus meu), na defesa e no ataque, e vou publicar. Aí vocês continuam o debate, e vão votando.
Combinado? Vamos debater!
Na defesa
Partidos de Oposição
Visão da Oposição
O pré-sal é do Brasil
O pré-sal é do Brasil, dos brasileiros que há décadas lutam em defesa dessa riqueza nacional, e das suas gerações futuras.
Os partidos de oposição – PSDB, DEM e PPS - não vão permitir que ele seja transformado em bandeira eleitoral, nem que venha favorecer a grupos partidários que transformam o Estado brasileiro em extensão dos seus interesses.
Trata-se de uma questão de Estado que pode definir o futuro do país, é assunto que deve ser tratado com transparência, e com participação de toda a sociedade. Sem rolo compressor.
Depois de quase dois anos de conversas restritas aos gabinetes do Palácio do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e da diretoria da Petrobras, a discussão sobre a exploração das reservas da camada pré-sal, enfim, chega à esfera pública.
Nesta segunda-feira (31), em mais um oba-oba característico do seu governo, o presidente Lula pretende lotar o Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, para a apresentação dos projetos de lei que compõem a proposta do Executivo federal para mudança do marco regulatório.
O oba-oba palaciano tem o objetivo explícito de transformar o tema em plataforma eleitoral para 2010. No entanto, ao apresentar o modelo que considera mais conveniente para suas pretensões eleitorais de curto prazo, o governo também abre espaço para uma grande discussão nacional, que deveria estar acima de partidos e candidaturas.
O tema diz respeito à estratégia da nação para o seu desenvolvimento e não ao objetivo de perpetuação das autoridades de plantão.
Ao chegar ao Congresso Nacional, o debate sobre o pré-sal estará desinterditado e deixará de ser feito apenas com base em afirmações desencontradas das figuras do governo, como tem ocorrido desde o anúncio da descoberta de Tupi, em novembro de 2007.
No Parlamento - a despeito da visão autoritária do presidente Lula e de seus seguidores que vêem a passagem da proposta pelo Congresso como mera formalidade -, a Oposição poderá questionar a necessidade e a conveniência de se alterar o atual marco legal, que surgiu em 1997, como resultado de amplo consenso técnico e político, fruto de discussões que se iniciaram dois anos antes.
Os resultados obtidos com a Lei 9.478, a Lei do Petróleo, são de conhecimento de todos. Basta lembrar que, hoje, um de cada dez reais da riqueza produzida no Brasil vem do petróleo; é cinco vezes a fatia de 12 anos atrás. O peso do setor no PIB passou de 2% para 10%.
Com a abertura, o país ganhou muito: suas reservas provadas de petróleo quase dobraram; a produção diária mais que duplicou; e a participação da União na renda gerada pelo setor multiplicou-se por oito. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP), também criada pela lei.
O assunto, portanto, necessita ser debatido em profundidade, sendo inadmissível qualquer tentativa de atropelamento.
Senador Sérgio Guerra – Presidente Nacional do PSDB
Deputado Rodrigo Maia – Presidente Nacional do DEM
Deputado Roberto Freire – Presidente Nacional do PPS
No ataque
Base Aliada
Visão da Situação
Marco Regulatório do Pré-sal -- proposta do Governo
[ver versão completa da proposta nos links da primeira página do Centro Debate]
PONTOS PRINCIPAIS DA PROPOSTA DO GOVERNO
Instituir o regime de partilha de produção como uma alternativa a mais da União para contratação das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural na área do Pré-sal e em outras eventualmente consideradas estratégicas. Empregada em cerca de 40 países, a partilha de produção permite que a União mantenha a propriedade do petróleo e do gás retirados, assegurando ao contratado uma participação na receita líquida da produção como recompensa por ter assumido totalmente os riscos de exploração. Além disso, esse modelo permite que a exploração seja feita de forma equilibrada, planejada e eficiente, em benefício do conjunto do povo brasileiro.
Criar uma nova empresa pública para fazer a gestão e acompanhamento técnico e econômico dos contratos de partilha, como fizeram países onde também ocorreram descobertas relevantes. Nesse regime de produção o contratado assume integralmente os custos e os investimentos necessários, sendo ressarcido, em caso de descoberta comercial, com uma parcela da produção de petróleo e gás natural. A parcela restante do petróleo extraído, chamada de excedente em óleo, é dividida entre a União e o contratante, conforme estabelecido no contrato. Como todos os custos são recuperados pelo contratante, é necessário o monitoramento permanente das atividades para que a eficiência esteja presente em todas as etapas, assegurando o máximo de lucratividade em favor da sociedade brasileira.
Criar um novo fundo social para custear programas e projetos de ciência e tecnologia, educação e combate à pobreza com os recursos de aplicações feitas com a renda do Pré-sal. A iniciativa é fundamental para aproveitar ao máximo os benefícios também em favor das futuras gerações de brasileiros, tendo em vista que as jazidas de petróleo e gás não duram para sempre e o mercado internacional de petróleo tem muita volatilidade. Em razão disso, os recursos do Pré-sal precisam ter uma destinação diferenciada das demais receitas governamentais. Caso contrário, poderiam provocar desarranjos fiscais e estruturais da economia nacional.
Capitalizar a Petrobras para que a empresa tenha condições de enfrentar o grande desafio da exploração das áreas do Pré-sal, fazendo os investimentos necessários e condizentes com esse novo paradigma. O fortalecimento da Petrobras é fundamental para alcançar os objetivos do novo modelo proposto, permitindo que a União tenha melhores condições de receber uma parcela mais significativa das riquezas do Pré-sal.
A Petrobras será a operadora de todos os blocos contratados nesse regime, com uma participação mínima de 30% no consórcio. Trata-se de uma estatal com competência técnica reconhecida internacionalmente, sendo a 9ª maior companhia de petróleo do mundo, com atuação em 27 países e líder mundial em tecnologia de exploração e produção em águas profundas. A participação de 30% é a mesma exigida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para as operadoras nos contratos de concessão.
Os custos e os investimentos para exploração, avaliação, desenvolvimento e produção serão integralmente suportados pelo contratado, por sua conta e risco, sendo ressarcidos em caso de descoberta comercial.
Os contratos de partilha serão celebrados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que poderá contratar diretamente a Petrobras, com dispensa de licitação, ou realizando um leilão, que poderá ser disputado também pela Petrobras, caso a empresa queira ampliar sua participação mínima como operadora. Os contratos terão prazo máximo de 35 anos, tal como os contratos de concessão.
A empresa pública que será criada pela nova lei fará a gestão desses contratos, defendendo os interesses da União, mas não terá papel operacional nem assumirá riscos. A nova empresa pública defenderá os interesses da União tanto na gestão dos contratos de partilha de produção, celebrados pelo Ministério de Minas e Energia, quanto na gestão dos contratos que fizer para comercializar a parte do petróleo e gás que a União terá direito, mas não será responsável pela execução, direta ou indireta, das atividades de exploração, desenvolvimento, produção e comercialização. Será uma sociedade anônima, vinculada ao MME. Terá sede em Brasília e escritório central no Rio de Janeiro. Terá quadro funcional reduzido, com alta qualificação técnica e selecionado por concurso público. Participará do comitê operacional do consórcio formado por representantes das empresas investidoras e pela empresa operadora, indicando metade dos integrantes e o presidente, e terá poder de veto e de voto de qualidade nas decisões.
O novo fundo social será vinculado à Presidência da República. Receberá os recursos obtidos com a exploração econômica das áreas do Pré-sal e as vierem a ser consideradas estratégicas, poderá investir os recursos dentro e fora do país e custeará projetos e programas nas áreas de ciência e tecnologia, educação, combate à pobreza, cultura e meio ambiente. Terá um Comitê Gestor, que definirá os critérios de rentabilidade e risco para as aplicações no Brasil e no exterior, Terá um Conselho Deliberativo, integrado por representantes do governo e da sociedade civil, para definir prioridades e destinação dos recursos.
A União poderá ceder Petrobras o direito de explorar e produzir petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos em áreas não concedidas do Pré-sal. A Petrobras poderá pagar a cessão dessas áreas com títulos públicos da Dívida Mobiliária Federal .Sobre a comercialização dos produtos incidirão apenas royalties, que serão distribuídos entre os entes federativos. União poderá aumentar o capital social da Petrobras por meio de emissão de títulos da dívida pública mobiliária federal, a valor de mercado, sob a forma de colocação direta.
A proposta prevê a possibilidade de redistribuição das compensações financeiras e da participação na renda do petróleo no regime de partilha. No entanto, os novos parâmetros serão definidos pelo Congresso Nacional.
Envie um comentário
Para participar efetue o Logon.Comentários
Ouvindo o lula falando é o mesmo que não ouvir nada... Discurso eleitoreiro, pobre. Pois tenho absoluta convicção de que quando começar a produção do "pré-sau" o petróleo será coisa do passado. Um caro do GM será lançado o ano que vem e misto de eletricidade e gasolina rodará 90 Km com um litro. Logo o hidrogênio será uma realidade... o "pré-sau" é mesmo "pré-eleitorau" Mas de qualquer forma é do Brasil, e não como passa a ideia o senhor lula de que é dele.
7/9/2009, 12h5
Carta ao senador Jarbas Vasconcelos sobre o discurso de Lula para o 7 de setembro. Atenho-me, no momento, ao pronunciamento, para não dizer à fala, do Presidente da República nesta noite em rede nacional. Dirigindo-se à Nação, em princípio para saudar a data da Independência do Brasil, utilizou-se, no meu entender, deste meio de comunicação para dele fazer uso como se em um palanque eleitoreiro estivesse. O pronunciamento pareceu-me de uma demagogia ímpar, e por isso mesmo prefiro chamá-lo de fala, por acreditar-me desrespeitada, sendo obrigada a escutar um discurso onde as verdades são mascaradas e as inverdades apregoadas como fim exclusivo de arrecadação de votos. Permitam-me, para justificar esta minha maneira de pensar, transcrever o proselitismo demagógico veiculado nas afirmações do senhor Presidente ao longo do seu discurso. Chamou-me de imediato a atenção a maneira como o Presidente dirigiu-se à Nação. Ao invés do “Companheiros e companheiras”, como éramos indistintamente chamados desde os primórdios do seu governo, passamos agora a ser “minhas amigas, meus amigos” e como se isso não bastasse, “queridas e queridos”. Mudança ideológicas ou de arroubos sentimentais? Outra constatação feita foi a afirmação do senhor Presidente de que o pré-sal “é uma dádiva de Deus”. Tal afirmativa dita de um cidadão que sempre se pronunciou como ateu não teria também um fundo simplesmente demagógico, agora que ocupa a posição de Presidente da República? Chocou-me também a sua afirmação de que: “...os recursos do pré-sal [serão] aplicados [...] em desenvolvimento humano [...] [e serão] um passaporte para o futuro, que nos ajudará [...] a pagar a imensa dívida que o país tem com a educação e a pobreza.” Não seria preferível que os recursos que estão sendo alocados para a exploração do pré-sal fossem desde já direcionados para a saúde e a educação, possibilitando assim uma carta de identidade e cidadania no presente, e não um passaporte para um futuro incerto e duvidoso? Uma outra afirmativa do senhor Presidente da República deixou-me também estarrecida, quando textualmente diz que: “[...] dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro [...]” Precisariam os nossos ministros desta orientação? Desconheceriam os senhores ministros o artigo 20 do Capítulo II do Título III da Constituição, que trata dos bens pertencentes à União? Quero ter a certeza que não, e por isso estarreceu-me a necessidade de tal orientação. Não seria apenas uma velada manifestação autoritária de poder? Outra afirmação que me deixou perplexa foi a da necessidade da criação da Petro-sal, que segundo o Presidente será “[...] uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobrás. Sua função é outra – a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação”. Estará o senhor Presidente colocando em dúvida a idoneidade moral, a competência e capacidade gerencial da Petrobrás, questionando a eficiência com que vem gerindo os recursos do petróleo brasileiro até então? Ou seria a Petro-sal mais uma velada proposição de um futuro “cabide de empregos” para efeitos eleitoreiros? Concedo-me o benefício da dúvida, pois se assim não o fizer, como acreditar na afirmação do senhor Presidente quando enfatiza ser a Petrobrás “uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo.” ? Apesar desta constatação do senhor Presidente, precisaria ainda a Petrobrás de uma empresa fiscalizadora? Parece-me, portanto, contraditória esta afirmativa da necessidade da existência da Petro-sal. Continuando seu discurso vazio, afirma o senhor Presidente que “[...] no pré-sal, os possíveis sócios terão poucos riscos, [por isso] eles não podem ficar com a parte da renda”. O que se quis dizer com isso? Esta frase é desprovida de todo e qualquer sentido de cunho científico, econômico ou financeiro. A lógica, se existir, encontra-se no fim exclusivamente eleitoreiro e demagógico do discurso. Buscando compreender o seu pensamento, poderíamos ainda, numa tentativa de explicar o inexplicável, ironizar, inferindo de suas palavras a idéia de que, não ficando com “parte da renda”, os “possíveis sócios” ficariam com o todo da mesma... Buscando mais uma vez reafirmar a necessidade de ter a legislação referente ao Pré-sal aprovada, afirma também o Exmo senhor Presidente da República que “O Brasil acredita [...] no papel do Estado como indutor do desenvolvimento [...]”, no que concordamos, afirmando entretanto que embora o Estado deva, sim, ser um indutor do desenvolvimento, jamais deverá ser um interventor de consciências. Alda Simonetti aldasimonetti@gmail.com
7/9/2009, 2h20
Quem ouviu a fala do Presidente Lula, agora mesmo,constatou a falta de sinceridade, que ele deveria ter tido com o povo brasileiro, que não sabe o que é pré-sal, mas entende de fortunas fantásticas.Ele faltou com a verdade e omitiu também a verdadeira realidade do pré-sal.Não disse hora nenhuma o que vai significar de espera para que o povo brasileiro menos avisado, desfrute deste manancial.Isto se for desfrutar mesmo daqui a quase duas décadas.Isto mostra o jôgo político dele, desonesto, porque hoje vários brasileiros do norte, do nordeste, das cidades ribeirinhas, os pobres do país, vão dormir pensando nas palavras do Presidente, que , na verdade, querem dizer, votem em minha candidata.Que manipulação barata esta.
6/9/2009, 21h19
Determinados assuntos profundamente técnicos são tratados de forma extremamente superficial. Parece-me indispensável que os partidos políticos bem intencionados criem grupos de estudos específicos compostos por profissionais especialistas em assuntos específicos como energia elétrica, petróleo, telecomunicações, infra-estrutura aeroportuária, portos, transporte rodoviário, estradas, portos, rede ferroviária, transportes urbano, etc, para servirem de apoio às decisões que devem ser tomadas pelos seus representantes no poder legislativo. Com relação ao pré-sal eu sou de opinião que é melhor deixar o petróleo onde está pois no futuro o seu valor será bem mais alto e acho que o Brasil deveria estar pensando mais nos bio- combustíveis. Mas será que essa minha opinião é a mais acertada? Sugiro que os partidos políticos deixem de ser "palpiteiros" e se apoiem em decisões técnicas e não eleitoreiras. Será que algum dos "palpiteiros" sobre este assunto já leu O documento World Energy Outlook 2006 - Sumário e Conclusões emitido pela IEA (International Energy Agency) e disponível em: http://www.worldenergyoutlook.org/docs/weo2006/portuguese_sum_06.pdf e que fazia propaganda do livro World Energy Outlook 2006 apresentando duas visões para a energia do futuro “Duas visões para a energia do futuro: • Com sub-investimento , vulnerável e suja, ou • Limpa, inteligente e competitiva. Ambas perspectivas são exploradas na edição de referência: World Energy Outlook. Nessa edição, em resposta ao desafio que foi lançado pelos líderes mundiais do G8, a Agência Internacional de Energia desenha novo mapa para o futuro da energia, demandando contrastá-lo com a evolução seguida atualmente. O World Energy Outlook 2006 demonstra como se pode mudar de direção, contabilizando também os custos e benefícios – com mais benefícios. O World Energy Outlook 2006 também responde às seguintes questões: • Será que a reação econômica aos elevados preços da energia está atrasada? • Será que os investimentos no setor do petróleo e do gás estão no bom caminho? • Será que estão se criando condições para um ressurgimento da energia nuclear? • É possível que o monopólio do petróleo nos transportes terrestres seja comprometido pelos bi-ocombustíveis? • É possível que 2,5 bilhões de pessoas que vivem nos países em via de desenvolvimento passem a cozinhar com recurso a fontes modernas de energia? • Será que o Brasil está aprendendo novas lições ou está ensinando o mundo? Com estatísticas extensas, projeções, análises e conselhos aprofundados, o World Energy Outlook 2006 dota o poder político e a sociedade civil de um instrumento para redefinir o futuro da energia”. O livro World Energy Outlook 2008 publicado pela IEA pode ser adquirido em http://www.iea.org/w/bookshop/add.aspx?id=353 O livro Energy Technology Perspectives 2008: Scenarios and Strategies to 2050 também publicado pela IEA pode ser adquirido em http://www.iea.org/w/bookshop/add.aspx?id=330 e procura responder às questões abaixo: “The world needs ever increasing energy supplies to sustain economic growth and development. But energy resources are under pressure and CO2 emissions from today’s energy use already threa-ten our climate. What options do we have for switching to a cleaner and more efficient energy futu-re? How much will it cost? And what policies do we need? This second edition of Energy Technology Perspectives addresses these questions, drawing on the renowned expertise of the International Energy Agency and its energy technology network. This publication responds to the G8 call on the IEA to provide guidance for decision makers on how to bridge the gap between what is happening and what needs to be done in order to build a clean, clever and competitive energy future. The IEA analysis demonstrates that a more sustainable energy future is within our reach, and that technology is the key. Increased energy efficiency, CO2 capture and storage, renewables, and nu-clear power will all be important. We must act now if we are to unlock the potential of current and emerging technologies and reduce the dependency on fossil fuels with its consequent effects on e-nergy security and the environment. This innovative work demonstrates how energy technologies can make a difference in an ambitious series of global scenarios to 2050. The study contains technology road maps for all key energy sec-tors, including electricity generation, buildings, industry and transport. Energy Technology Perspecti-ves 2008 provides detailed technology and policy insights to help focus the discussion and debate in energy circles.” Sugiro que os partidos políticos deixem de ser "palpiteiros" e se apoiem em decisões técnicas e não eleitoreiras e que para isso criem seus grupos de estudos compostos por especialistas de cada setor. Aldemar Fernandes Parola afparola@gmail.com
6/9/2009, 13h38
Eu tenho para mim que toda riqueza encontrada no Brasil pertence aos brasileiros. Assim foi com o ouro, com os diamantes e pedras preciosas e também com a madeira nobre e mais recentemente com o petróleo. Sei que durante os governos anteriores, muito se deixou levar do país enriquecendo outros países em detrimento (esquecimento) do direito do povo brasileiro sobre seus produtos brutos. A Petrobrás é uma empresa eficiente e a meu ver trás dividendos e benefícios à população, mesmo tendo sido privatizada. Acredito que os políticos deveriam se abster de interesses partidário-pessoais em favor do povo e progresso da nação como um todo. Todos crescem, e a política seguirá normalmente seu caminho. Acho prejudiciais decisões baseadas em interesses meramente eleitorais e acho despropositado um assunto de tamanha relevancia ser discutido às pressas em meio a considerações de cunho essencialmente eleitoreiro. Um erro agora e trará, aos brasileiros, prejuízos certamente importantes no futuro. Não se deve tomar decisões às pressas. O pré-sal não vai fugir de lá. É o que penso. Não estou nem a favor nem contra, mas meu voto, no caso, é contra a pressa do governo.
5/9/2009, 16h44
Bom, como leiga que sou em petróleo ou o lugar onde a nova descoberta se encontra, uns falam sete mil metros e meio ou até 9.000 de profundidade,tenho ouvido e lido matérias à respeito de técnicos do assunto, como o Senador Eliseu Resende, muitas matérias da internet, muitas entrevistas da televisão, muitos debates entre posição e oposição ao governo, e eu, aos poucos vou tendo uma idéia acanhada do assunto.Mas, desde o início, duas coisas são certas para mim.É uma descoberta importante, sem dúvida alguma.Agora como fazer com que esta descoberta seja toda ela, bem planejada e executada, revertendo, da melhor forma tudo o que se pode extrair dela, em detrimento do Brasil, e dos brasileiros.Em que áreas, já contando naturalmente, com o dinheiro que advirá disto tudo, deverão ter sua preferência, fazendo com que a coisa funcione de forma positiva.Penso então, que,levando-se em consideração o tempo imenso que será necessário para a extração do petróleo e do gas,estas convicções todas levam-me a pensar, que não é assunto a ser discutido com um cronômetro, ou cronologias precoces.A Petrobrás é efetivamente,a maior empresa do Brasil e por isto mesmo, antes que se demarquem as fronteiras de quem ou quais e, chamando a atenção novamente, para os ilícitos dela, toda esta discussão terá que englobar também o enxugamento dela.Tirando os cabides de empregos dos apadrinhados do Presidente Lula e seus malefícios. Nada de corrupção, nada de benesses, porque senão como a Petrobrás não sendo fidedígna, com o Governo Federal que também não é, podem gerir probabilidades tão grandes, fortunas incomensuráveis, bom ,segundo o Lula, isto tudo iria para o ralo?Seria efetivamente algo que daria riqueza ao país ou a poucos de má fé?
5/9/2009, 9h17

É saudável que a Petrobras amplie sua capacidade de operações para ser a única operadora do pré-sal, sem compartilhar com as normas já vigentes, de concessão a grupos privados. Não devemos nos iludir com a criação utópica de "fundos sociais" para beneficiar novamente as mais de uma centenas de famílias reais brasileiras. O Brasil já desperdiçou muito, em momentos de crescimento de economia, chances valiosas de transformar melhoria de produção, emprego e renda em saltos qualitativos alavancados na educação. O momento oferece um oportunidade inédita ao País. Esse desafio requer mão-de-ferro em capacidade de gestão para que se evitem distorções e o risco de corrupção.O Brasil precisa permanecer nos trilhos para novas idéias de inspiração alavancar um novo mundo. O momento está para reunir arquitetos, engenheiros empresários para construir “Um Brasil de 100 anos em 10”... Não é hora de desperdiçar bilhões de reais em segurança (marinha, aeronáutica) como está se projetando a negociação com a França e EUA. É hora de quebrar paradigmas, pensar em bons projetos para um País moderno, com muitos trens-balas de norte a sul, leste a oeste, bem como, transporte ferroviário e fluvial; reforma política urgente com eleições de 6 em 6 anos de prefeitos a presidente. Porém, antes dessa implantação, incentivar uma eleição de voto nulo, para limpar as casas legislativas e os executivos, desses inoperantes desafetos, deixando-os inelegíveis.O Brasil está precisando de um LÍDER com o espírito do legendário "El Cid", capaz de humilhar reis e dar de beber a leprosos. ...nisso é preciso de coragem ... e essa coragem poucos a tem ... mas ele vai aparecer no momento certo...
7/9/2009, 22h32